Holofote
Justiça decreta nova prisão de Oruam por falhas no monitoramento

O clima esquentou para o trapper Oruam. Nesta terça-feira (3), a juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal do Rio, expediu um novo mandado de prisão preventiva contra o artista. O motivo? O descumprimento das medidas cautelares que o mantinham em liberdade. Segundo o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o cantor teria deixado a bateria da sua tornozeleira eletrônica descarregar “reiteradamente”, o que impediu a fiscalização da Justiça.
O relatório aponta que foram registradas 28 falhas em apenas 43 dias, com o equipamento ficando desligado por até 10 horas seguidas, principalmente em fins de semana. Para o ministro Joel Ilan Paciornik, do STJ, o comportamento do cantor demonstrou um “desrespeito às decisões judiciais” e risco concreto à ordem pública. Oruam, que responde por associação ao tráfico e tentativas de homicídio contra policiais, já estava com o monitoramento totalmente desligado desde o último dia 1º de fevereiro.
Os advogados alegam que o equipamento apresentava problemas técnicos e que o próprio Oruam teria ido à Seap em dezembro para trocar o dispositivo com defeito. Segundo a defesa, os dados telefônicos comprovam as falhas de carregamento e o caso seria apenas uma “irregularidade administrativa”, e não má-fé. Por enquanto, o mandado já foi enviado para a delegacia da Barra da Tijuca.









